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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Saldo Cinematográfico de 2013 (e melhores filmes)

Lá se foi mais um ano. 2013 foi bastante bom — aliás não me lembro da última vez que tive dois bons anos seguidos. Em 2012, fiz o módulo I (Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica) do curso do crítico de Cinema Pablo Villaça. Ano passado fiz o Módulo II (Forma e Estilo Cinematográficos). O bom desses cursos é que, além de adquirir conhecimento na área, você acaba conhecendo pessoas legais e fazendo amigos. Alguns deles já considero muito e são importantes para mim.

No blog, não consegui manter a minha meta pessoal de 1 post por semana, mas foram 41 posts, o recorde até hoje. Além disso, inaugurei duas novas seções: "Curtas" e "Fora de Série", expandindo os comentários da telona para a telinha.

Em 2013 assisti a 300 filmes, 228 vistos pela primeira vez e 72 revistos. Abaixo vou postar os meus filmes preferidos lançados em 2013, seja aqui ou lá fora. Os filmes que estarão na lista são os filmes que mais me divertiram, fizeram pensar ou de alguma forma eu os achei relevante. Não ouso dizer que "O Homem de Aço" é melhor que "O Mestre", por exemplo. Mas, dentre os dois, é o que me divertiu mais. Portanto, essa lista é mais pessoal do que objetiva. E, obviamente, são os filmes de 2013 que eu vi até a data do post.

Gravidade

A primeira nota 10 que dou, desde "A Origem", de Christopher Nolan. O filme é de um primor técnico e narrativo impressionante. Cuarón fez o que tantos disseram que ele não poderia fazer. Um milagre da tecnologia.

"Há muito tempo eu não saía do cinema tão satisfeito. 'Gravidade' vai muito mais além do 'filme-catástrofe' — é um belo conto sobre renascimento e, mais que isso, evolução. Os méritos da obra vão muito além dos aspectos técnicos. A produção beira a perfeição, graças especialmente ao roteiro dos Cuarón e a atuação iluminada de Sandra Bullock. A metáfora do renascimento de Ryan Stone como uma pessoa evoluída é linda e muito bem apresentada."

Crítica: http://isduarte.blogspot.com.br/2013/10/gravidade.html

Django Livre

Tarantino consegue de novo. "Django Livre" é um filme não só divertido, mas relevante. O diretor trata a escravidão de um modo visceral e com uma certa sensibilidade, deixando seu humor característico para os momentos corretos e de violência catártica.

"O filme conta uma incrível história de ascensão de um escravo liberto. As cenas fortes estão ali para criar um sentimento de revolta no espectador, para que a vingança de Django seja mais "justificável", para que o público se sinta vingado. E Tarantino faz isso com muita competência."

Crítica: http://isduarte.blogspot.com.br/2013/02/django-livre-oscar-2013.html

Círculo de Fogo

"Pacific Rim"estreou cercado de expectativas e cumpriu cada uma delas. Mesmo com um roteiro meio frágil, é um filmaço de encher os olhos e mexer com a criança interior de cada um. Robôs e monstros gigantes povoam nossa imaginação desde pequeno, e Guillermo Del Toro nos presenteia com um espetáculo visual de proporções épicas.

"Mesmo sendo cheio de metal e monstros, "Círculo de Fogo" não é um filme bruto, artificial, mas sensível, que envolve o espectador, principalmente pela força de seus personagens. O elo que Guillermo del Toro cria entre Raleigh e Mako é muito bonito. É emocionante quando, perto do final do filme, Raleigh diz à ela "All I have to do is fall, Mako. Anyone can fall". É verdade que a fala teria ainda mais peso se o destino de seu personagem fosse diferente, mas, por tudo o que significa, pela construção da cena, e interpretação de Charlie Hunnam (que merece ser mais conhecido) é um momento comovente e importantíssimo para a história do filme."

Crítica: http://isduarte.blogspot.com.br/2013/08/circulo-de-fogo.html

A Hora Mais Escura

"Zero Dark Thirty" consegue ser extremamente eficiente ao fazer um apanhado dos anos de  investigações do paradeiro de Bin Laden e ao analisar o efeito que a obsessão pelo terrorista causou na personagem principal, Maya (Jessica Chastain). Não é um filme com muita ação, mas, quando a narrativa é de tão alto nível, ela não faz falta.

"A morte de Bin Laden desperta sentimentos variados nas pessoas envolvidas na operação. O membro dos SEALs que o matou, mal acredita — afinal ele acabara de fazer história — enquanto os outros do grupo ficam eufóricos. Já Maya por outro lado, após reconhecer o corpo do terrorrista, não consegue esboçar um sorriso. Depois de dedicar os últimos dez anos de sua vida apenas caçando um homem que virou sua obssessão, ela se sente aliviada, porém perdida quando tudo acaba. Ela não saber o que responder quando o piloto a pergunta onde quer ir é o retrato perfeito disso. A vida dela era o dever cívico que aos poucos foi virando um desejo de vingança (ela deixa bem claro seu objetivo de Matar Bin Laden). Não havia nada além disso. E o filme termina exatamente onde a vida da personagem principal deve realmente começar."

Crítica: http://isduarte.blogspot.com.br/2013/03/a-hora-mais-escura-oscar-2013.html

A Caça

Se não fosse por "Amor", eu poderia dizer que "A Caça" foi o filme mais pesado do ano passado. A direção de Thomas Vinterberg e a atuação de Mads Mikkelsen fazem nosso coração doer com a história de Lucas, um professor injustamente acusado de pedofilia.

"O diretor e co-roteirista Thomas Vinterberg (Tobias Lindholm também assina o roteiro) consegue fazer com que um elo muito forte se crie entre nós, espectadores, e o personagem principal já que, além de nós, só o próprio protagonista e seu filho acreditam em sua inocência. Nos sentimos testemunhas de seu sofrimento, e vítimas da inocência de uma criança."

Crítica: http://isduarte.blogspot.com.br/2013/04/a-caca.html 

Amor

Todos sabem que uma das especialidades de Michael Haneke é mexer psicologicamente ou emocionalmente com o seu público. Em "Amor", é provável que ele tenha chegado ao ápice. Poucos filmes já mostraram o lado não bonito da velhice. E mais, até onde as pessoas vão para terminar o sofrimento de seus amados (ou de si mesmos — a questão permanece).

"Se 'O Lado Bom da Vida' foi o filme mais fell good que concorreu ao Oscar 2013, 'Amor' pode ser considerado como o mais devastador. Michael Haneke nos apresenta uma imagem muitas vezes poética, mas não muito feliz sobre o fim da vida. É um filme sobre não só o amor, a face mais bela da vida, mas também sobre a mais temível e triste — a morte."

Crítica: http://isduarte.blogspot.com.br/2013/03/amor-oscar-2013.html

Segredos de Sangue

Na sua primeira incursão em Hollywood, o diretor coreano Park Chan-Wook (de "Trilogia da Vingança") faz um belíssimo trabalho — ainda que a beleza habite mais na estética do que na narrativa do filme.

"Park Chan-Wook não decepciona (...), compensando a fragilidade da narrativa na forma como ele utiliza recursos visuais e metafóricos para enriquecer o estudo de seu personagem principal"

Crítica: http://isduarte.blogspot.com.br/2013/06/segredos-de-sangue.html

Além da Escuridão - Star Trek

Depois do reboot de sucesso de Star Trek nos cinemas, J.J. Abrams voltou com tudo nessa sequência do filme de 2009, fazendo um dos melhores blockbusters do ano. O filme é uma releitura de "A Ira de Khan", só que mais divertido, com melhores efeitos (óbvio), personagens mais elaborados (Benedict Cumberbatch está sensacional como o vilão Khan) e uma direção bem inspirada.

O Homem de Aço

Um filme que muita gente não gostou, mas, se não chegou a superar, atingiu minhas expectativas. Reconheço que é um filme com problemas (principalmente no roteiro), mas ao meu ver, os pontos fortes superaram os pontos fracos.

"Com todos esses altos e baixos, Zack Snyder faz um filme um pouco problemático, mas divertido e eficiente, conseguindo honrar a grandeza que esse personagem representa para a cultura pop. O diretor desmonta o mito de perfeição do Superman, um herói que precisava se inovar e se adequar ao mundo de hoje — um mundo menos colorido (como sua roupa) e onde fazer o certo pode significar sujar suas mãos (como a decisão que ele toma perto do final)."

Crítica: http://isduarte.blogspot.com.br/2013/07/homem-de-aco.html

É o Fim

Um daqueles filmes que você ama ou odeia. No meu caso, amei, e achei a comédia do ano.

"A forma como os atores interpretam a si mesmos e zoam os estereótipos criados em torno deles e os seus próprios filmes é sensacional. Enquanto alguns, como James Franco, dão corda para eventuais rumores sobre sua sexualidade (os seus sentimentos por Seth Rogen caminham na linha da ambiguidade), outros vão completamente contra a imagem criada durante os anos. Michael Cera é o exemplo mais forte e tem, provavelmente, a melhor atuação de sua carreira. Ele está doidão, sem limites. Impagável!"

Comentário: http://isduarte.blogspot.com.br/2013/11/curtas-e-o-fim-vhs-2.html
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Outros filmes que merecem menção: O Mestre, Invocação do Mal, Frances Ha, Os Miseráveis, Killer Joe, A Indomável Sonhadora, The World's End, Terapia de Risco e Evil Dead

Melhores filmes que vi em 2012, independente do ano: Chinatown (1974), Peixe Grande E Suas Histórias (2003), Argo (2012), Luzes da Cidade (1931), Tucker & Dale Contra o Mal (2010), As Vantagens de Ser Invisível (2012), O Poder e a Lei (2011), Mississipi Em Chamas (1988), Detona Ralph (2012), Flores do Oriente (2011), Trainspotting (1996), Desconstruindo Harry (1997), Annie Hall (1977), Beijos e Tiros (2005), O Substituto (2011), Triângulo do Medo (2009), A Febre do Rato (2011), O Show de Truman (1998), Um Estranho no Ninho (1975), Bullying (2011),

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Saldo Cinematográfico de 2012 (e melhores filmes)

O ano de 2012 foi um ano bastante bom para mim, inclusive na área cinematográfica, na qual vou focar. Me comprometi a ver, ou pelo menos tentar ver, um filme por dia. E quase consegui. Se em alguns dias não consegui ver nenhum, em outros cheguei a ver dois ou até três. A média foi quase mantida.
Fiz o incrível curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica, do crítico Pablo Villaça, que me ajudou a abrir um pouco mais olhos para o que vejo no Cinema. Aprendi muito.

No blog foram 14 críticas (número pequeno, tentarei aumentar em 2013) e mais alguns comentários sobre outros filmes.
Ano passado, também, pela primeira vez, comecei a registrar todos os filmes que eu vi. Seja pela primeira vez ou revistos. Ao total, foram 355 filmes vistos (223 pela 1ª vez +132 revistos).

Embora não tenha sido um ano com filmes nota 10 (que dou apenas para filmes que eu considere que chegaram, pelo menos, próximos da perfeição), foi um ano com bons filmes. A seguir vou fazer uma lista de filmes VISTOS em 2012 que dei as maiores notas. Não é uma lista definitiva com os melhores do ano, já que ainda têm muitos filmes para ver, mas alguns desses certamente entrariam (ou entrarão, se eu vier a fazer tal lista) na lista dos melhores.

Separei 10 filmes de 2012 e 3 filmes de 2011, lançados aqui no Brasil em 2012.
Shall we?

Os Vingadores - 9

Que os cinéfilos mais intelectuais me perdoem mas, sim, a lista é encabeçada por dois filmes baseados em HQ.
"Os Vingadores" é um dos melhores filmes de super herói que já vi, e um blockbuster como deve ser. Muita ação, diálogos interessantes, momentos engraçados... A trama pode deixar um pouco a desejar, mas nem tudo é perfeito. O desenvolvimento dos heróis, como grupo, foi bem trabalhado. No início eles mal conseguem se aguentar, mas o roteiro e a direção de Joss Whedon faz essa aproximação e aceitação não se tornar tão forçada. Não é um filme que te faz sair do cinema refletindo sobre o sentido da vida, mas te faz sair alegre e muito animado com o que acabou de ver.

O Cavaleiro das Trevas Ressurge - 9

Diferente de "Os Vingadores", o último filme da trilogia do Batman feita por Chistopher Nolan é bem mais denso e sério. Apesar de alguns problemas e soluções preguiçosas no roteiro, o filme fecha muito bem a trilogia, fazendo o Cavaleiro de Gotham renascer para enfrentar Bane, um vilão que mostra que uma idealogia distorcida pode ser ainda mais perigosa que a "simples" loucura e psicopatia de Coringa.
Crítica completa aqui: http://www.isduarte.blogspot.com.br/2012/08/batman-o-cavaleiro-das-trevas-ressurge.html

Paradise Lost 3: Purgatory - 9

Terceira, e última, parte de uma série de documentários sobre três adolescentes que foram condenados pelos assassinatos de 3 meninos no Arkansas, EUA. Recentemente, quase 20 anos depois, a inocência deles foi provada. Os primeiros dois documentários da série de certa forma ajudaram para que isso acontecesse, pois, ao questionar se eles eram os verdadeiros assassinos, movimentos se criaram para que o caso fosse investigado mais a fundo. O documentário é emocionante e mostra como a justiça pode não ser tão justa assim.

As Aventuras de Pi - 8,5

Ang Lee usa as religiões (não tomando partido de nenhuma específica) e a luta pela sobrevivência como ponte para o seu belo ensaio sobre a fé e o auto-conhecimento. A jornada de Piscine Patel é retratada com um espetáculo visual que agrada os olhos. Você pode até não gostar do filme, mas com certeza ele vai te fazer pensar antes de decidir se gostou ou não. E a beleza do cinema é essa. Te fazer refletir sobre o filme, e trazer essa reflexão para a vida real.

A Invenção de Hugo Cabret (lançado aqui em 2012) – 8,5

Martin Scorsese larga as suas histórias densas de sangue e mistério para fazer um filme sensível sobre o cinema e o nosso lugar no mundo, essa grande "máquina", como o personagem de Asa Butterfield diz.
Crítica completa aqui: http://www.isduarte.blogspot.com.br/2012/02/invencao-de-hugo-cabret-oscar-2012.html

— Daqui em diante todos com nota 8:

O Artista (lançado aqui em 2012)

O ganhador do Oscar de 2012 teve sucesso ao nadar contra a corrente da indústria cinematográfica atual. O filme, além de ser em preto e branco, é mudo, o que afastou muita gente que não tem paciência de ver um filme assim hoje em dia.
"O Artista" conta a história de George Valentin (Jean Dujardin, que ganhou o Oscar de Melhor Ator), um ator do cinema mudo que não consegue acompanhar a evolução do cinema, com a adição do som, e vê sua carreira afundar. Uma das belezas do filme é, por ser mudo, contar detalhes da trama através de metalinguagem, como o letreiro escrito "Lonely Star", apontando o estado de espírito de Valentin em um momento em que ele se sentia sozinho e ultrapassado.
Crítica completa aqui: http://www.isduarte.blogspot.com.br/2012/02/o-artista-oscar-2012.html

O Segredo da Cabana

Joss Whedon aparece aqui novamente, dessa vez roteirizando e produzindo. Com uma história que você vai pensar que já viu em muitos filmes, e uma dose colossal de referências, "O Segredo da Cabana" homenageia ao mesmo tempo em que reinventa os filmes de terror. Feito mais pra rir do que para assustar, o roteiro acerta ao abusar do humor negro, impedindo que o filme fique muito sério e pretensioso.
Crítica completa aqui: http://www.isduarte.blogspot.com.br/2012/10/o-segredo-da-cabana.html 

The Raid: Redemption

Se você nunca viu um filme indonésio, é bom começar por esse, que é o melhor filme de ação de 2012. O filme aqui no Brasil foi lançado diretamente em vídeo, com o nome não lá muito chamativo "Operação Invasão".
Na trama, uma tropa de policiais de elite precisa invadir um enorme complexo dominado por bandidos. Claro que as coisas não dão certo, o caos se instala e os policiais têm que lutar para sair de lá vivos. O filme, ao contrário dos americanos, não tem só tiroteio. As cenas de luta são excepcionais.
Se eu não tivesse visto esse filme, talvez eu tivesse gostado mais de "Dredd", que é bom, mas parece uma versão futurista de "The Raid: Redemption".

Anjos da Lei

Se "The Raid" foi o melhor filme de ação que vi no ano, "Anjos da Lei" provavelmente foi a melhor comédia. É um filme que eu não dava a mínima. Jonah Hill e Channing Tatum são dois atores que eu não simpatizo, e a premissa parecia boba. Mas é um dos filmes mais divertidos que vi recentemente. Até hoje me pego lembrando da cena do caminhão explodindo e me seguro para não começar a rir do nada.
E ainda tem uma ponta ótima do Johnny Depp!

A Separação (lançado aqui em 2012)

Vencedor do Oscar de Filme Estrangeiro, "A Separação" mostra um Irã que o Ocidente não conhece muito. Um país moderno, em que o casal principal mora bem, tem boa situação financeira e não é fundamentalista. Bem diferente da imagem que a maioria das pessoas tem não só do Irã, mas dos países islâmicos em geral.
A trama acompanha um casal que está em processo de divórcio. Enquanto Simin quer se mudar para outro país, para que sua filha tenha uma melhor educação e mais oportunidades, Termeh quer ficar no País, para cuidar de seu pai que tem Alzheimer. Porém o melhor do filme é não focar na separação em si, e sim nos eventos que ela provoca.
Mesmo a história se passando num curto período de tempo, os personagens são bem desenvolvidos. Sabemos o suficiente de cada um. E nenhum deles é perfeito. Todos têm seus defeitos, tomam atitutes duvidosas, ninguém fala a verdade "completa". Mas, ao mesmo tempo, nenhum deles é mau.
Recentemente vi "Procurando Elly", filme anterior do diretor de "A Separação. Outro filme igualmente ótimo, se não melhor.

Moonrise Kingdom

Não costumo fazer isso, mas fui ver "Moonrise Kingdom" praticamente sem saber nada sobre o filme.
Pra começar, gostei muito da forma como foi gravado. Logo nos primeiros minutos pensei: "Bom, se o filme for ruim, pelo menos é estiloso". As posições e os movimentos da câmera (a fotografia em geral), a edição, o amarelo não apenas presente nos figurinos e nos cenários, mas na própria paleta de cores do filme. Tudo muito agradável aos olhos.
Mas o filme não se resume ao seu bonito visual. A história é bem legal, tem um senso de humor sensível e peculiar (a piada nem sempre está nos diálogos) e tem uma bela trilha sonora. Sem falar no elenco, que é espetacular.
Tanto Kara Hayward como Jared Gilman fazem sua estreia no cinema, e muito bem. Eles passam uma pureza, uma leveza, que, combinada com o humor, são cativantes.

Skyfall

A saga de James Bond volta a ter um filme que faz juz à sua grandeza. Em "007 - Operação Skyfall", Sam Mendes resgata o bom cinema que ficou meio esquecido em "Quantum Of Solace" e faz talvez o filme mais pessoal do Agente Secreto. O filme traz um vilão marcante (Javier Bardem), "novos velhos" personagens, referências a filmes anteriores e uma boa dose de ação, claro.
Crítica completa aqui: http://www.isduarte.blogspot.com.br/2012/11/skyfall-e-nova-saga-do-007-ate-aqui.html

Excision

Fechando a lista, um filme que quase ninguém deve ter ouvido falar, e quem viu pode não ter gostado. "Excision" é sobre Pauline, uma garota perturbada que tem uma mãe controladora, um pai controlado pela mãe e uma irmã que tem uma doença que precisa de um transplante de pulmão.
Pauline, interpretada increvelmente por AnnaLynne McCord, é uma freak. Não tem amigos, tem dificuldade em lidar com as pessoas, não liga para a forma como que se veste, fala coisas chocantes etc. Porém, ela não é uma coitada. Ela provoca, e parece ter orgulho de ser A diferente. Além disso tudo, ela constantemente tem delírios e sonhos doentios, regados a sangue, morte, sexo e, às vezes, tudo junto. E o interessante é que ela só aparece maquiada e produzida durante esses sonhos/delírios. É como se o mundo real não importasse. Ela só acha prazer nas fantasias sanguinolentas.
Apesar de Pauline não acreditar em Deus, ela conversa com Ele em vários momentos do filme. São "orações" cheias de ironia que acabam servindo para mostrar, verbalmente, o que ela sente, já que ela tem dificuldade de expressar seus sentimentos, e até mesmo de sentir.
As participações especiais do filme são um espetáculo à parte. John Water, interpreta um padre-psicólogo que tem a infeliz tarefa de atender Pauline, enquanto Malcolm McDowell é o professor de matemática dela.
O final pode ser um pouco anti climático e divergente com o que foi mostrado durante o filme (Pauline, apesar de suas alucinações, é bem racional), mas analisando em geral, é um ótimo filme.
Tecnicamente, "Excision" pode até não ser um dos melhores filmes do ano, mas com toda certeza é um dos mais interessantes...
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Outros filmes que merecem menção: Precisamos Falar Sobre Kevin (lançado em 2012), God Bless America, Os Infratores, Protegendo o Inimigo, Poder Sem Limites, 50% (lançado em vídeo em 2012), A Mulher de Preto, O Abrigo, Game Change, O Ditador, Frankenweenie, Os Mercenários 2.

Melhores filmes que vi em 2012, independente do ano: Era Uma Vez no Oeste (provavelmente o melhor filme que vi no ano), Um Corpo Que Cai, Janela Indiscreta , Psicose (1960), De Volta Para o Futuro, O Enigma de Outro Mundo (1982), A Sentinela dos Malditos, Além da Linha Vermelha, A Outra História Americana, Star Wars IV: Uma Nova Esperança, Dawn Of The Dead (1978), O Sétimo Selo, A Lista de Schindler, 13º Andar, Conspiração Americana, O Estranho Sem Nome, Confiar, Glória Feita de Sangue, Procurando Elly, Memórias de Um Assassino, No Calor da Noite, Noroi.