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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

[Curtas] É o Fim / VHS 2

É o Fim 

★★★★★
Excelente

Quem gosta de comédias escrachadas, que ignoram solenemente o politicamente correto vai adorar "This Is The End". É a melhor comédia do ano até agora e dificilmente será superada por outra. É aquele tipo de filme para ver com os amigos e dar muitas risadas.

A forma como os atores interpretam a si mesmos e zoam os estereótipos criados em torno deles e os seus próprios filmes é sensacional. Enquanto alguns, como James Franco, dão corda para eventuais rumores sobre sua sexualidade (os seus sentimentos por Seth Rogen caminham na linha da ambiguidade), outros vão completamente contra a imagem criada durante os anos. Michael Cera é o exemplo mais forte e tem, provavelmente, a melhor atuação de sua carreira. Ele está doidão, sem limites. Impagável!

O roteiro escrito pelo próprio Seth Rogen e Evan Goldberg não poupa ninguém e é bastante absurdo, mas no bom sentido — na trama, o apocalipse bíblico (pero no mucho) acontece enquanto vários artistas estão reunidos na casa de James Franco. É um filme non-sense que funciona muito bem. Fora que desde "Rebobine, Por Favor" não vemos a criação de um filme com tão poucos recursos. Explico: com o inferno solto na Terra, os atores se refugiam na casa de Franco. Eles, então, decidem fazer uma continuação de "Segurando As Pontas". O resultado é hilário. A referência a esse filme é apenas uma das muitas outras feitas durante os 107 minutos do longa.

O final é meio bobo, é verdade, mas não consegue comprometer a experiência e o resultado final, que é excelente.

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V/H/S/2

★★★★☆
Ótimo

Em 2012 foi lançado "V/H/S", uma antologia com 6 curtas (de 20 a 30 minutos) com histórias variadas de terror. O filme não é tão bom (a não ser se comparado com "The ABCs Of Death"), mas tem alguns bons momentos, como a primeira história, "Amateur Night".

Um ano depois saiu a continuação, "V/H/S/2", que é melhor que o original. Só o 3º segmento ("Safe Haven") já vale o filme. A tensão é construída com incrível destreza até culminar numa sequência de cenas bem sinistras e até perturbadoras. Essa parte é dirigida por Gareth Evans, que fez "Operação Invasão" ("The Raid"), um dos melhores filmes de ação dos últimos anos. Não à toa é a melhor! Mas mesmo assim, o segmento não é perfeito. Até vai um pouco longe demais, terminando de uma maneira um tanto... divertida, talvez? Mas, de qualquer modo, por todo seu desenvolvimento, é um dos melhores momentos do Terror de 2013, para mim.

Quanto aos outros segmentos, são legais. Alguns bons momentos, mas nada de sensacional também. "A Ride in the Park" (do zumbi) foi o que eu menos gostei. O "Phase I Clinical Trials" (do "olho biônico") e o "Slumber Party Alien Abduction" (da abdução) ficam no meio termo.
A trama "principal", que conecta os vários vídeos, parece estar lá apenas como desculpa para os curtas e é talvez o maior ponto fraco dos dois filmes. Por ser pouco explorada, falta informação e não dá para se envolver (ou entender) muito.

Recomendo "V/H/S/2" para quem gostou e até pra quem não gostou do primeiro.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

[Curtas] Invocação do Mal / Elysium / Guerra Mundial Z

Invocação do Mal

★★★★☆
Ótimo

Filme tenso do início ao fim. James Wan ("Sobrenatural", "Jogos Mortais") sabe criar o suspense como poucos diretores atuais. Quando ele cria o clima e o susto vem, você fica com raiva por ter tomado o susto. E quando ele cria o clima e o susto não vem, você fica com raiva porque queria ter tomado o susto. Ele te tem na mão o tempo todo. Sabe brincar com as expectativas dos espectadores e com os clichês do gênero, que, sim, tem em abundância.
Outra coisa que o diretor acertou foi não expor muito os espíritos, que raramente são vistos de corpo inteiro. Aliás, num momento em especial, não vemos NADA do espírito, que só é visto por uma personagem. E a sequência é aterrorizante. Essa sensação de não sabermos muito bem com o que estamos lidando, cria uma tensão maior ainda. Por sinal, um dos grandes defeitos de "Mama", outro filme de terror bem esperado esse ano, foi a super exposição do espírito.

Além disso tudo, o filme é esteticamente inteligente. Os movimentos de câmera e enquadramentos são bem legais e auxiliam na criação tanto das sequências mais leves (como a família conhecendo a casa nova), quanto das mais pesadas (as de assombração). As atuações também são ótimas, inclusive do elenco infantil.

Enfim, James Wan sabe o que faz. "Sobrenatural: Capítulo 2" vem aí. Que seja tão bom quanto o primeiro.

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Elysium


★★★☆☆
Bom

"Elysium" tem uma boa premissa, mas é prejudicado por alguns problemas sérios, como personagens unidimensionais e clichês, e o ritmo corrido, que não dá espaço para o desenvolvimento dos próprios personagens e de certos pontos da trama.

Mas, no geral, até que gostei do filme, mesmo com suas perceptíveis falhas.
E se Neill Blomkamp usa "Distrito 9" (que acho bom, mas não isso tudo que falam) como uma alegoria para discutir o Apartheid, "Elysium" pode ser interpretado como uma metáfora da situação da fronteira entre México e Estados Unidos.
Se Blomkamp tivesse trabalhado um pouco mais no roteiro, "Elysium" poderia ter sido um filmaço. Mas com suas falhas, ele consegue fazer "apenas" um bom filme.

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Guerra Mundial Z


★★★☆☆
Bom

Desde que vi o trailer pensei que eu não ia gostar do filme. Sou fã dos zumbis lentos e maquiados de George Romero, que realmente parecem mortos vivos. Pelo trailer já tinha dado pra perceber que os zumbis de “World War Z” pareciam super humanos, com incrível velocidade, capazes de dar longos pulos e, ainda por cima, criados por computação gráfica, os fazendo artificiais. Mas devo dizer que me surpreendi com o filme.

Essas questões realmente me incomodaram (os efeitos digitais são fracos para uma produção desse tamanho, e não só os zumbis são notadamente artificiais, mas outras coisas, como helicópteros e até pessoas “normais”), mas o filme tem vários pontos fortes que me fizeram relevar tais problemas. Um deles é a narrativa, que é legal por ser quase dividida em fases ou missões, parecendo um jogo. Mesmo assim, essas “fases” são bem amarradas, dando um ritmo fluido ao filme. O roteiro, que passou por 6 mãos até parar nas de Damon Lindelof (Prometheus, Star Trek) e Drew Goddard (O Segredo da Cabana), que tiveram que reescrever todo o terceiro ato, é bem eficiente e ainda apresenta uma solução original para, se não a cura da pandemia zumbi, que a humanidade ainda tenha uma chance. Fora outros elementos que foram adicionados por eles, como a asma de uma das filhas de Gerry (Brad Pitt), que poderia ser usada apenas como fator dramático ou de suspense em alguma cena, mas é inteligentemente usada para desenvolver a figura paterna de Gerry, que ajuda a filha
a superar uma crise da doença.

Por fim, Guerra Mundial Z não é um “filme de zumbi”, expressão que já virou praticamente um sub gênero. Não é uma produção em que um grupo de sobreviventes passa o tempo todo fugindo e se escondendo dos zumbis. Mas sim um suspense de investigação da origem de uma epidemia. Para ilustrar melhor, é uma mistura de “Contágio” com “Extermínio 2″. Há uma praga que transforma pessoas em mortos vivos, e a cura precisa ser encontrada antes que tudo seja perdido. Portanto, os zumbis movem a história, mas não são a história.
Mesmo com seus problemas, é um filme que funciona.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A Morte do Demônio

★★★☆☆
Bom

Texto com pequenos spoilers.

Remake de um dos filmes de terror mais celebrados do cinema, "Evil Dead" (no original) estreou sobre forte alarde, com uma pré-estreia que causou muitos comentários nas redes sociais, inclusive de pessoas que não aguentaram ver o filme até o final — aquele blá blá blá de sempre, quando o assunto é filmes de terror atuais.

Mas essa nova versão nem de longe tem o mesmo "charme" do original. Por charme eu quero dizer o fator trash, meio amador, que um orçamento de apenas $350.000 proporciona a um filme com muitos efeitos especiais. O novo "A Morte do Demônio" saiu do papel já com status de grande lançamento, e foi distribuído por um grande estúdio (Sony), algo que Sam Raimi sequer poderia sonhar quando fez o original. Para se ter uma ideia, o orçamento de "A Morte do Demônio" ($17.000.000) foi maior que outros filmes recentes do gênero como Mama, que usa muitos efeitos digitais e tem nomes mais chamativos no elenco, como Jessica Chastain.

Com a responsabilidade de ser um grande lançamento, vem a pretensão de ser um grande filme. E essa pretensão, que pode ser vista logo na frase que estampa o cartaz do filme, que atrapalha o resultado final. Sam Raimi, que agora aparece como produtor (assim como Bruce Campbell, o eterno Ash, que faz uma participação minúscula depois dos créditos), passou a responsabilidade de "reciclar" seu filme ao novato Fede Alvarez, um diretor uruguaio que até então só tinha feito curtas — o mais conhecido, "Ataque de Pânico" pode ser visto aqui. Ele não é só responsável pela direção, mas também pelo roteiro, que é também escrito pelas mãos de Rodo Sayagues e revisado por Diablo Cody.
Na nova trama, Mia está se recuperando de uma overdose de drogas e vai com seu irmão e seus amigos passar uns dias na cabana da família. No porão do lugar eles encontram o livro dos mortos, que desperta forças demoníacas que possuem os vivos.


Logo no início do longa já percebemos que será uma produção mais séria que o esperado. A trama carregada por problemas familiares e com drogas, nada lembra o tom escrachado e despretensioso do original, e de filmes mais recentes como "Arreste-me Para O Inferno" (do próprio Raimi) e "O Segredo da Cabana". Além disso, nota-se uma mudança de objetivo. Enquanto a trilogia de Raimi tinha como objetivo divertir os espectadores, o novo filme de Alvarez quer chocá-los. A violência/gore que antes fazia parte da experiência do filme, agora É a experiência. Talvez esse seja o principal pecado de "A Morte do Demônio". Há ainda as soluções fáceis de roteiro, como a ação que dá o ponta pé inicial na trama principal — uma pessoa supostamente inteligente que resolve ler em voz alta trechos de um livro feito com carne humana e escrito com sangue —, mas os fãs de filmes de terror (e eu sou um deles), que já estão acostumados com tamanhas asneiras, provavelmente não vão ligar muito para isso.

O lado técnico do filme chama a atenção com cenas interessante e sangrentas que são muito bem executadas. E o CGI, tão corriqueiro nos filmes atuais, só é usado quando realmente preciso. Fede Alvarez quis manter as raízes de Raimi e, com sua equipe, faz um bom trabalho com maquiagem e efeitos práticos — inclusive na cena em que Mia corta sua língua, diziam para Alvarez que seria melhor o uso de efeito digital, mas ele insistiu em fazer do jeito "mais difícil". E o resultado é bem convincente.
Mas não só a equipe de efeitos especiais merece menção. A trilha sonora de Roque Baños é excelente e prepara uma atmosfera tensa, já não bastasse o que acontece na tela.

O elenco jovem é na sua maioria fraco e decepciona. Só se salvam a bela Jane Levy (que começou a aparecer meio como uma Emma Stone genérica, na série Suburgatory), e Jessica Lucas (Cloverfield). Shiloh Fernandez, que faz no filme mais ou menos o papel que seria de Ash, só não é mais inexpressivo e sem carisma que Elizabeth Blackmore, sua namorada no filme. Lou Taylor Pucci fica no meio do caminho. Não tem grande atuação, mas também não compromete.


Apesar de ter um clima totalmente diferente, "A Morte do Demônio" também usa de referências ao original para se conectar com os fãs do clássico. O Necronomicon Ex Mortis foi atualizado para uma versão bem mais chamativa visualmente. Aliás, a fim narrativos, a semelhança entre os dois filmes termina aí. São filmes completamente diferentes. E não há só referências ao primeiro Evil Dead, mas também ao segundo, que recebeu o nome "Uma Noite Alucinante" aqui. Uma delas é uma cena durante o eletrizante clímax, que acontece sob uma chuva de sangue — se o filme já é uma, nesse momento ela se torna literal. Na batalha entre o último sobrevivente e o Demônio, ele fala "I'll feast on your soul!" e recebe a resposta "Feast On This, Motherfucker". Essa cena claramente lembra esse momento do segundo filme.

E construindo uma nova mitologia enquanto faz referências ao original, o "A Morte do Demônio" de Fede Alvarez, mesmo com seus defeitos, se faz notável dentre um gênero que carece de filmes relevantes. Não, não é "O filme mais apavorante que você verá", como é prometido, mas é um bom filme que vai agradar quem aprecia o gênero.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Mama

★★★☆☆
Bom

Talvez uma das produções de terror mais esperadas do ano, "Mama" provém de um curta feito por Andrés Muschietti em 2008 chamado "Mamá". O assustador vídeo de 3 minutos (pode ser visto aqui), que é basicamente duas irmãs fugindo de um ser amedrontador, chamou a atenção de um dos maiores nomes do gênero de terror dos dias atuais. O roteirista, diretor e produtor Guillermo del Toro resolveu bancar a versão completa da história imaginada por Muschietti, que seria responsável pelo roteiro (junto com sua irmã, Barbara, e Neil Cross) e pela direção.

Mas em vários momentos do filme vemos a mão de Del Toro, inclusive nos créditos iniciais, onde há uma arte que já virou uma marca sua, ou o próprio desdobramento da trama, em que as possibilidades de um final feliz vão diminuindo.

Na trama, depois de matar seus dois sócios e sua ex-mulher num ato de desespero, Jeffrey (Nikolaj Coster-Waldau, o Jaime Lannister de Game Of Thrones) foge sem destino com suas duas filhas, Victoria e Lily, até que eles sofrem um acidente na estrada e vão parar numa cabana abandonada. Cinco anos mais tarde, os detetives contratados por Lucas, irmão gêmeo de Jeffrey, finalmente conseguem encontrar as meninas, que dizem ter sobrevivido com a ajuda de Mama. Elas vão morar com Lucas e sua namorada, Annabel (Jessica Chastain, "A Hora Mais Escura"), mas algo a mais acompanha as meninas ao novo lar.

Foi importante o mesmo roteirista e diretor do curta ser o responsável também pelo longa, mas nota-se a sua falta de experiência — antes de Mama, ele só tinha feito dois curtas. Criar uma história e todo um universo em torno de um curta de 3 minutos, é muito mais complicado. Como exemplo posso citar a super exposição da Mama na 2ª metade do filme, pessoalmente (tentam humanizá-la, ou pelo menos sua figura humana) e visualmente — sim, todos queremos ver a cara de um monstro/espírito, mas se isso é exposto demais, perde o efeito amedrontador, e é o que acontece no filme. Outro exemplo é o personagem Lucas, que parece perdido no filme. Depois que ele vai pro hospital, perde sua relevância na trama. O sonho em que o irmão o manda ir ao lugar onde tudo aconteceu, não tem valor narrativo algum, mesmo que seja uma sequência esteticamente interessante — o sonho de Annabel, sim, serve tanto para fins narrativos quando para estéticos pois, visualmente ainda mais poderoso, vemos por uma câmera subjetiva a história de Mama. Se Lucas não tivesse ido onde a ação se desenrola no terceiro ato do filme, não mudaria nada na história. Só serviu para ele se reunir com a Annabel que iria para lá de qualquer jeito. Se o personagem dele morresse, não faria a mínima diferença.


Mas há muitos prós no filme. A sacada dos óculos de Victoria foi excelente. Eles representam a ligação dela com o universo "material". A primeira vez que ela vê Mama está sem eles (talvez até por isso não tenha ficado assustada). E durante o decorrer do filme, quando ela já mora com Lucas e Annabel e, o mais importante, os aceita, está sempre com eles. Mas quando Mama aparece ela os tira, pois não quer vê-la como realmente é. Lily, que era muito pequena quando conheceu Mama (e mesmo 5 anos depois não entende o perigo), não tem mais essa ligação com o nosso mundo. Quando conhece Mama, a aceita como protetora e a partir daí, não volta atrás.

O filme também tem suas cenas engraçadas, inclusive apostando no elemento sobrenatural. Numa delas, bem inteligente visualmente, o diretor faz quase um Split screen mostrando na mesma tela duas ações diferentes. À esquerda vemos Annabel fazendo seus serviços de casa, enquanto à direita vemos um a parte do quarto das meninas, onde Lily brinca com Mama (que não é vista), que a faz flutuar.

Andrés Muschietti mostra que tem um bom conhecimento em linguagem visual, fazendo um filme com cenas belas e assustadoras onde a atmosfera de suspense (que vem do curta) permanece na maioria do longa, mas que precisa de mais experiência como roteirista, se ele quer seguir na atividade.


No geral, eu confesso que esperava mais de "Mama". O filme se sustenta bem como uma produção de Terror, mas no momento em que tenta levar pro Drama e ser original, falha. O final não irá agradar a todos, mas a verdade é que os problemas começam já na segunda metade do filme, que é onde os problemas no roteiro começam a ficar mais visíveis.
Porém, mesmo com suas falhas, o filme está longe de ser ruim. É muito bem produzido, tem uma boa fotografia e trilha sonora, e dá bons sustos.
Eu recomendo um outro filme que o Guillermo del Toro produziu: O Orfanato (2007). Acho o melhor (ou pelo menos um dos melhores) filme de terror latino dos últimos anos.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

[Curtas] Silent Hill: Revelation / Grave Encounters 2

Silent Hill: Revelação

★☆☆☆☆
Ruim
 
Se era pra fazer uma sequência do ótimo Silent Hill assim, como esse Revelation, era melhor nem ter feito. Filme muito fraco!
Não sei como um ator como o Malcolm McDowell aceitou participar disso. O Sean Bean até vai porque ele repete seu personagem (senti vergonha alheia naquela cena dele no espelho se "comunicando" com a esposa). E mesmo se ele entrasse apenas nesse filme não seria surpresa, porque ele já tem feito alguns filmes B.

A história é menos interessante do que a do primeiro filme, mas como é baseado na do 3º jogo da franquia, nem dá pra reclamar tanto com o roteirista. As criaturas feitas com maquiagem são legais, mas as de CGI são bem toscas.
Como o filme é em 3D foram feitos alguns efeitos para aproveitar o recurso que, normalmente seriam dispensáveis.
E, pra quem gosta de Game Of Thrones, temos o Ned Stark e seu batardo, Jon Snow.

Uma sequência que não faz juz ao original, que é um dos melhores filmes baseados em jogos já feitos, e um ótimo terror por si só.
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Grave Encounters 2

★★☆☆☆
Razoável
 Se essa sequência fosse mais do mesmo, poderia ter sido melhor. Parece que tentaram levar o filme para o "next level" e fracassaram. O filme começa bem, as partes assustadoras, dos fantasmas, realmente são legais. Gostei da ideia da discussão sobre o filme "Grave Encounters" ser real ou não que deu o "ponta pé inicial" na trama. E [Spoiler] (Selecione o texto a seguir com o mouse para ler) deixar o grupo sair do hospício apenas para voltar novamente também foi interessante.
Mas fora isso não curti muito. Os fantasmas que, não satisfeitos em usar o carteiro (no 1º filme),
agora usam a internet... Como assim?
E os personagens agora são mais burros... Tipo: 1- se acreditavam que o lugar realmente era mal assombrado, e que pessoas morreram lá, por que diabos o cara aceitaria se encontrar com alguém lá (ainda mais no meio da madrugada), e tentar se comunicar com os espíritos que mataram essas pessoas??? 2- Brincar com o tabuleiro espírita: SEMPRE uma boa ideia. 3- O grupo se separar, mais uma boa ideia.
E o cara ainda é fã de filmes de terror. Ele quebra todas as cartilhas possíveis de sobrevivêcia em filmes do tipo...
Outra coisa. (Seleciona o texto a seguir para ler o Spoiler) A volta do Lance Preston foi totalmente dispensável. O overacting do ator foi vergonhoso.
Irônico é o personagem que queria tanto fazer um filme de terror diferente, fazer parte de um filme que explora os mesmos clichês do gênero.
Eu curti o primeiro filme, mas esse foi bem inferior.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O Segredo Da Cabana

★★★★★
Excelente


Apesar da primeira cena, que pode parecer fora de contexto pros desavisados, "The Cabin In The Woods" começa como um filme de terror normal, com a já batida história do grupo de amigos que vai passar uns dias numa cabana longe de tudo. Mas, não se engane, o filme pega essa premissa para fazer algo nunca visto nos filmes de terror e, aos poucos, a história se revela bem mais complexa do que parece.

O filme não chega a ser muito assustador, mas o que acaba conquistando o telespectador nem é o terror, mas a história (e o problema é que fazer uma análise do filme sem revelar detalhes da história é praticamente impossível). Você fica tentando adivinhar o que diabos está acontecendo naquele lugar e formulando várias teorias que vão mudando no decorrer do filme — desde o início dicas vão sendo dadas, mas não antes da metade do filme o espectador consegue ter uma idéia do que está acontecendo. E Joss Whedon mais uma vez não decepciona. Roteirista e produtor (ele deixou a direção para Drew Goddard que co-roteirizou o filme e, apesar de já ter uma boa carreira como roteirista, é novato na direção), ele consegue fazer uma homenagem — ou seria uma "paródia"? — aos filmes de terror ao mesmo tempo em que reinventa o gênero. Ponto para Whedon e Goddard que souberam construir um roteiro coeso, capaz de atiçar a curiosidade do espectador sem subestimar sua inteligência.


O humor negro e as referências à outros filmes de terror também são pontos altos do filme. Desde os esteriótipos dos pesonagens às situações. Marty implorando para Dana não ler a parte em latim de um diário sombrio pode remeter à Evil Dead (ou vários outros filmes, já que ler textos em latim NUNCA é uma boa ideia), enquanto um quebra cabeça em formato de esfera que invoca um monstro lembra Hellraiser, por exemplo. E ainda pequenas coisas, como o porquê de os personagens largarem uma ferramenta que acabaram de usar para matar quem ou o quê os perseguiam. Todas esses detalhes tornam o filme ainda mais divertido.

No elenco destacam-se (além das duas belas mulheres do grupo, claro) Fran Kranz (o maconheiro Marty) e Richard Jenkins (Sitterson). Eu até cheguei a pensar que Chris Hemsworth tinha entrado no filme por causa de "Thor" e "Os Vingadores" (principalmente o último, que foi dirigido por Whedon), mas provavelmente foi ao contrário, já que "The Cabin In The Woods", mesmo sendo lançado só agora, foi filmado em 2009, quando os dois filmes da Marvel nem tinham entrado em produção. O motivo do atraso do lançamento foi que o estúdio queria converter o filme para 3D, mesmo contra a vontade de Whedon e Goddard. O estúdio acabou desistindo e o filme ficou "engavetado" até ser lançado esse ano. Uma curiosidade é que Fran Kranz e Amy Acker trabalharam juntos com Whedon em Dollhouse.


Outra coisa legal é que Joss Whedon e Drew Goddard tiveram tudo para encerrar o filme de uma maneira que desse abertura para uma sequência, que é a tendência na indústria cinematográfica. Mas contrariando isso, eles escolheram terminar de um jeito que praticamente descarta uma continuação, o que achei corajoso. Mais um ponto pro filme (apesar que, confesso, gostaria se rolasse uma continuação).

"The Cabin In The Woods" está na minha lista dos melhores filmes do ano!