Olhava para ele com um tom de afeto, mas também de repúdio. Esse nunca foi o plano. Como foi chegado esse ponto? Um desvio de rota nunca foi planejado.
Nele, via uma vontade de viver singular. Uma força tamanha que não o permitia se dar por vencido, porém, não tão grande para fazê-lo não parar de caminhar.
Via sua vida sob tons acizentados, olhava pela janela e ansiava pelo mundo em cores...
Esperava o dia em que a palavra "vida" deixasse de ser uma mera palavra para se transformar num sentimento, num estado de espírito. Enquanto o dia não chegava, ele apenas existia.
Cada novo dia, uma elegia ao dia anterior desperdiçado.
Mas via tudo como um grande aprendizado. Sobre si mesmo, sobre a vida, sobre as pessoas, sobre o mundo. Pensava que sua história poderia ter sido diferente. Lembrava de certa vez em que lhe disseram "se deixe ajudar". Como sempe foi muito reservado, se sentiu meio afrontado.
Hoje vê que se tivesse sido um pouco mais aberto, as coisas poderiam ter sido um pouco diferentes.
Mas, tentando não se apegar ao ontem que foi e ao como hoje poderia ter sido, tentava se focar no amanhã que poderá ser. Ele conseguia caminhar, mas ainda faltava algo. A força que não o permitia desistir ainda não era o bastante para fazê-lo continuar, sem parar.
terça-feira, 28 de junho de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Justiça ou vingança?
No fim da noite do primeiro domingo de maio de 2011 o mundo recebeu uma notícia que talvez nem esperava mais: Osama Bin Laden tinha sido morto numa operação militar dos Estados Unidos.
Enquanto muitos pensavam que ele estaria vivendo em alguma caverna ou montanha no meio do nada, o líder da Al-Qaeda e orquestrante do atentato de 11 de setembro, estava vivendo numa mansão no Paquistão.
Mas o que me chamou mais atenção nessa história foi o êxtase coletivo que contagiou os americanos. Nós brasileiros não temos um inimigo tão significativo como o Bin Laden era para os Estados Unidos. Sabemos que os americanos sofreram com o atentado ao World Trade Center, e desde então têm vivido em constante medo de outros atentados. Mas essa euforia nacional em torno da morte dele meio que me assusta. Esse desejo de morte como vingança ― ou justiça ― soa meio assustador.
Lembro de um dos últimos debates entre o Obama e o McCain na disputa presidencial em 2008. Em um dos assuntos do debate o Obama falou: "Vamos achar o Bin Laden e matá-lo". Simples assim. Não sei se é por não termos pena de morte aqui no Brasil, mas eu achei isso meio absurdo ja na época, e agora vejo a concretização disso e o orgasmo nacional que causou...
No discurso anunciando a morte de Bin Laden, Obama declarou que "A justiça foi feita". Mas como assim? Sem julgamento? Foi só invadir a casa e fuzilá-lo? Isso não me parece certo. Essa filosofia de "olho por olho" é muito perigosa. E o mundo também não é "um lugar melhor e mais seguro". A ideologia de Bin Laden vai continuar sendo perpetuada pelos seus seguidores e pelos extremistas islâmicos.
Não estou dizendo que devemos chorar pela morte de uma pessoa como o Osama Bin Laden. O luto não existe. Mas essa celebração histérica também não deveria existir.
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
Oscar 2011 - Cisne Negro

★★★★★
Excelente
Black Swan (no original) nos leva numa viagem inesquecível pela mente atormentada de Nina Sayers - interpretada divinamente por Natalie Portman -, uma bailarina que luta para ser reconhecida na sua companhia de balé. Thomas Leroy (Vincent Cassel), o coreógrafo e diretor da companhia anuncia uma nova versão de O Lago Dos Cines onde uma só bailarina vai interpretar o Cisne Branco e o Cisne Negro. A antiga bailarina principal, intepretada por Winona Ryder, é forçada a se aposentar, abrindo uma concorrência pelo papel principal.
Nina é escolhida para protagonizar o balé, mas com a chegada de Lily (Mila Kunis) ela sente-se ameaçada a perder o papel. Nina é a personificação do Cisne Branco: pura, inocente, frágil. Mas não consegue incorporar o lado "dark" do Cisne Negro. Já a espontânea Lily parece ter o que falta em Nina, e o que o Cisne Negro representa: sensualidade, uma certa ambiguidade, olhar misterioso...
Tendo uma mãe super protetora - chegando a ser opressora - e sendo super retraída, Nina enfrenta pressão de todos os lados e leva ao limite tanto seu corpo como sua mente. A aparência frágil de Nina chama atenção. Fisicamente ou emocionalmente, dá a impressão de que ela vai se quebrar a qualquer momento. E essa fragilidade de Nina vai passando para a fina "casca" que separa a realidade do delírio.
Como muitos já disseram, faço questão de repetir: Cisne Negro não é um filme sobre balé. O balé é apenas uma ferramenta usada pelo diretor para fazer um espetacular ensaio sobre o delírio e o (des) equilíbrio entre o real e imaginário. O filme tem o mérito em levar o espectador à paranóia de Nina, não sabendo o que ela está imaginando e o que realmente está acontecendo. Ficamos tão perdidos quanto a personagem.
Beirando a perfeição em todos os aspectos Cisne Negro é um thriller psicológico que cumpre muito bem o seu objetivo de ser ambíguo, perturbardor e denso. E entre tantos delírios, no final só resta uma realidade: Cisne Negro é uma obra prima.
Black Swan
EUA , 2010 - 108 min.
Suspense Direção: Darren Aronofsky Roteiro: Mark Heyman, Andres Heinz, John J. McLaughlin Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel, Barbara Hershey, Winona Ryder, Benjamin Millepied, Ksenia Solo, Kristina Anapa
Indicado a: Melhor filme; Melhor diretor; Melhor atriz; Melhor fototografia; Melhor montagem
Oscar 2011 - O Discurso do Rei

★★★★☆
Ótimo
O filme com mais indicação ao Oscar - 12 no total - conta a história do rei George VI, e sua dificuldade de superar a gagueira. Antes mesmo de se tornar rei, o Duque de York tentava curar o problema indo em muitos especialistas e utilizando técnicas das mais variadas (e estranhas). Depois de ir em tantos especialistas e não ter sucesso, ele desiste. Mas sua esposa Elizabeth o convence a ir numa consulta com Lionel Logue, um especialista com métodos bem diferentes do que ele estava acostumado.
Após a morte de George V, o irmão mais velho de Bertie (como é chamado pelos mais próximos) é nomeado Rei Eduardo VIII. Imaturo, suas ações beiram a irresponsabilidade, o que deixa Bertie e várias pessoas dentro e fora do governo incomodadas, como o Primeiro Ministro, que ameaça renunciar. Isso tudo justamente enquanto a II Guerra Mundial tomava forma. Eduardo - ou David, como também é chamado - acaba abdicando o trono e Bertie o sucede, se tornando o Rei George VI. Durante as consultas, Lionel Logue vai se tornando seu mais próximo - e talvez único - amigo.
Com cenas cômicas, irônicas, e até utilizando humor negro, o diretor Tom Hooper soube imprimir um clima leve para tratar de tal assunto, e impediu que o filme caísse no dramalhão.
Outro ponto forte de The King's Speech é a bela fotografia. Um exemplo é a bela cena em que, depois de uma discussão, Bertie deixa Logue para trás e este vai sendo "engolido" pelo famoso fog inglês. Com ótimos enquadramentos de câmera, por vezes até chega a parecer um pouco estranho. Geralmente vemos os personagens dialogando no centro da tela, mas aqui, em muitas cenas, eles são "jogados" para o canto da tela.
Quanto as atuações, não é preciso nem falar de Colin Firth e Geoffrey Rush. A performance da dupla é impressionante e Firth, sem dúvida, levará o Oscar de ator principal. Ele transmite perfeitamente a grande insegurança - e força de vontade maior ainda - do Rei que teve como seu primeiro grande teste a maior guerra já vista pela humanidade. E Rush é o único capaz de tirar o Oscar de ator coadjuvante das mãos de Christian Bale (O Vencedor). Helena Bonham Carter dá uma pausa nos personagens caricatos de Tim Burton e de Harry Potter para interpretar a Rainha Mãe, esposa de George VI.
O Discurso do Rei é o favorito ao Oscar, e justamente. É perfeito em quase todos os aspectos, conta uma história interessante, tem bons atores e personagens que despertam afeição no público.
The King's Speech
Inglaterra, Austrália, EUA , 2010 - 118 min.
Drama
Direção: Tom Hooper
Roteiro: David Seidler
Elenco: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter, Derek Jacobi, Michael Gambon, Guy Pearce, Claire Bloom, Tim Downie, Timothy Spall, Robert Portal, Richard Dixon, Paul Trussell, Adrian Scarborough, Andrew Havill, Charles Armstrong, Roger Hammond
Indicado a: Melhor filme; Melhor diretor; Melhor Ator; Melhor ator coadjuvante; Melhor atriz coadjuvante; Melhor roteiro original; Melhor direção de arte; Melhor fotografia; Melhor figurino; Melhor montagem; Melhor trilha sonora; Melhor mixagem de som
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Oscar 2011 - Inverno da Alma

★★★★☆
Otimo
Toda edição do Oscar costuma ter um "azarão" ou "patinho feio" na categoria Melhor Filme. Aquele filme bom (e de baixo orçamento, na maioria das vezes) mas não no nível dos favoritos ao prêmio. Ano passado tinha, por exemplo, Educação, e na edição de 2008, Juno. Ainda mais agora que os indicados aumentaram de 5 para 10, as chances desse tipo de filme aumentaram.
O "patinho feio" nesse ano é o drama/thriller Winter's Bone (no original), de Debra Granik, que ganhou vários prêmios nos festivais de filmes independentes e foi indicado ao Oscar.
O filme se passa numa comunidade no interior dos Estados Unidos onde grande parte dos moradores são traficantes ou pessoas envolvidas em outros tipos de ações ilícitas. Com suas próprias regras, códigos de conduta e um sotaque carregadíssimo que mais parece outro idioma, essa comunidade isolada da América como conhecemos é quase uma outra civilização. E é nessa comunidade, que parece parada no tempo, que vive Ree (Jennifer Lawrence, numa atuação incrível), uma adolescente de 17 anos que tem que sustentar seu casal de irmãos pequenos e sua mãe doente. As coisas que já eram difíceis parecem piorar quando o xerife Baskin avisa Ree que o seu pai, preso por fabricar metanfetamina, desapareceu enquanto estava em liberdade condicional e colocou a casa como garantia de fiança. Se Ree não encontrá-lo, eles perderão a casa.
A partir desse momento nós mergulhamos no dia-a-dia dessa comunidade exótica.
Assim como Ree carrega sua família nas costas, Jennifer Lawrence carrega o filme nas suas. Está perfeita em todas as cenas e, com 20 anos, parece não sentir o peso de protagonizar o filme. John Hawkes é outro destaque interpretando Teardrop, o tio de Ree. É um personagem complexo e extramente ambíguo. Mas durante o filme mais de sua história e personalidade vão sendo reveladas. Indicação justa ao Oscar por Ator Coadjuvante.
Apesar da boa história, ótimas atuações e personagens interessantes, Inverno da Alma não consegue empolgar muito, principalmente aos que procuram mais ação em filmes de suspense, por exemplo. Porém, o mistério em torno da busca e do destino do pai de Ree consegue amenizar a carga dramática do filme.
[No post "A Arte Não Muda. Nós Mudamos" abordo novamente o filme.]
Winter's Bone
EUA , 2010 - 100 minutos
Drama / Suspense
Direção: Debra Granik
Roteiro: Anne Rosellini, Debra Granik, Daniel Woodrell (romance)
Elenco: Jennifer Lawrence, John Hawkes, Kevin Breznahan, Garret Dillahunt, Lauren SweetserIndicado a: Melhor filme; Roteiro adaptado; Melhor atriz; Melhor ator coadjuvante.
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Oscar 2011
Bem, quem me conhece sabe que eu adoro cinema, e também gosto de escrever (apesar que tenho preguiça). Eu já escrevi algumas críticas mas parei há um tempo.
A partir dessa semana vou começar um especial sobre o Oscar 2011. O meu plano é escrever críticas dos 10 filmes indicados a Melhor Filme. Não sei se vou conseguir fazer as críticas a tempo (faltam um pouco mais de 2 semanas) e nem se vou conseguir assistir a todos os filmes (faltam 5), mas pelo menos vou tentar.
A primeira já está pronta. Se não der pra postar todas até lá, eu faço um resumão num post só.
Segue a lista dos melhores filmes indicados ao Oscar desse ano:
- Cisne Negro (Black Swan)
- O Vencedor (The Fighter)
- A Origem (Inception)
- O Discurso Do Rei (The King's Speech)
- A Rede Social (The Social Network)
- Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right)
- Toy Story 3
- 127 Horas (127 Hours)
- Bravura Indômita (True Grit)
- Inverno Da Alma (Winter's Bone)
A partir dessa semana vou começar um especial sobre o Oscar 2011. O meu plano é escrever críticas dos 10 filmes indicados a Melhor Filme. Não sei se vou conseguir fazer as críticas a tempo (faltam um pouco mais de 2 semanas) e nem se vou conseguir assistir a todos os filmes (faltam 5), mas pelo menos vou tentar.
A primeira já está pronta. Se não der pra postar todas até lá, eu faço um resumão num post só.
Segue a lista dos melhores filmes indicados ao Oscar desse ano:
- Cisne Negro (Black Swan)
- O Vencedor (The Fighter)
- A Origem (Inception)
- O Discurso Do Rei (The King's Speech)
- A Rede Social (The Social Network)
- Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right)
- Toy Story 3
- 127 Horas (127 Hours)
- Bravura Indômita (True Grit)
- Inverno Da Alma (Winter's Bone)
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Oscar 2011 - Minhas Mães e Meu Pai

★★★☆☆
Bom
The Kids Are All Right (no original) conta a história de uma família cada vez menos incomum nos dias de hoje: Jules e Nic (Juliane Moore e Annette Bening, respectivamente), duas mães gays casadas há 20 anos e seu casal de filhos, Joni e Laser, interpretados por Mia Wasikowska e Joshua Hutcherson.
Tudo começa quando o filho mais novo, Laser, pede para Joni, que completa 18 anos, telefonar para a clínica onde suas mães fizeram a inseminação artificial para saber a identidade do homem que doou o esperma para que suas mães pudessem engravidar. Então conhecemos Paul (Mark Ruffalo), que recebe bem a notícia que sua filha o procura. Ele liga para Jodi na intenção de marcar um encontro para se conhecerem - isso tudo sem o conhecimento das mães.
Numa confusão, Laser acaba contando a elas sobre a descoberta e o encontro com o pai, o que as deixam suspresas. Diante do desejo da filha de se encontrar de novo com ele, as mães decidem marcar um almoço com toda a família.
Enquanto Nic se mostra mais inflexível com a situação - ter que dividir seus filhos com o recém descoberto pai - Jules começa a se aproximar mais de Paul, e eles acabam tendo um pequeno caso.
Esse triângulo amoroso mexe com a estrutura da família de uma forma que eles nunca tinham vivenciado.
Abordando temas como reprodução artificial e lesbianismo, Minhas Mães e Meu Pai mostra os desafios que uma família ainda "exótica", porém aparentemente perfeita, pode enfrentar quando situações saem do controle. Mas apesar de parecer um filme de drama pesado, a diretora Lisa Cholodenko soube abordar esses assuntos com uma forma bem humorada. E mesmo sendo um filme centrado num casal lésbico, não há espaço para preconceitos - boa parte disso porque o filme é todo centrado na família, não tendo muitos personagens fora desse círculo.
Mark Ruffalo, que é um grande ator, mesmo não tendo uma atuação incrível, consegue captar bem o jeito descolado e sensível de Paul. Já Annette Bening se destaca e concorre justamente ao Oscar como Atriz Protagonista. Das indicadas é a única que pode ameaçar a vitória de Natalie Portman, a favorita. Com a indicação de Bening, pode-se pensar que a atuação de Julianne Moore é apagada, mas ela tem ótima atuação e é quem dita o ritmo do filme. Mia Wasikowska cada vez confirma mais seu potencial. Sem dúvida continuará crescendo e será uma das atrizes mais importantes nos próximos anos.
O único ponto fraco do filme foi o final. Devo admitir que não me agradou muito. Foi um tanto vago, como se tivesse faltado alguma coisa.
Mesmo não estando no nível dos favoritos ao Oscar, Minhas Mães e Meu Pai é um bom filme e certamente merece atenção.
The Kids are All Right
EUA , 2010 - 104 minutos
Comédia / Drama
Direção: Lisa Cholodenko
Roteiro: Lisa Cholodenko
Elenco: Julianne Moore, Annette Bening, Josh Hutcherson, Mia Wasikowska, Mark Ruffalo, Yaya DaCosta, Kunal Sharma, Eddie Hassell, Rebecca Lawrence, Joaquín GarridoIndicado a: Melhor filme; Melhor atriz; Melhor ator coadjuvante; Melhor roteiro original.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Alguns bons momentos de 2010
É sempre assim. Vai chegando o final do ano e eu sinto que vou
ficando meio down. Acho que eu lembro do quanto atrasado estou na vida, dos planos frustrados e das metas não cumpridas - muitas delas já de anos anteriores.
Não culpo ninguém, nem a vida, muito menos Deus. Aliás sou grato a Ele por cada dia de vida. Sei muito bem que a vida que eu vivo não é a que Ele reservou pra mim. Se eu não vivo como deveria, é culpa minha. Por decisões tomadas (ou não tomadas), prioridades erradas ou qualquer outra coisa do tipo.
Mas não quero escrever um "post desabafo". Isso vai ficar pra outra vez.
Quero listar alguns bons momentos de 2010.
1 - Viagem a Paraty (fevereiro);
Não sou muito de viajar, mas desde quando decidimos que íamos passar uns dias em Paraty, comecei a pesquisar lugares e programas turísticos, mapa da cidade, entre outras coisas.
Essa viagem foi algo que eu precisava. Não só eu, mas meu irmão e minha tia também. Estávamos cercados por natureza, respirando ar puro, com praias e ilhas (quase desertas) por todos os lados, ouvindo idiomas de várias partes do mundo - até pratiquei meu inglês "embromation" com duas pessoas - , etc. Foi como se nossa bateria tivesse sendo recarregada.

2- Show do Dream Theater (março);

Simplesmente minha banda favorita. A primeira vez que fui num show deles foi em 2005. Dei mole e acabei não indo em 2007, mas não perdi a oportunidade em 2010. Sorte a minha, foi a última vez que vi o Mike Portnoy tocando com o Dream Theater. Há uns meses ele anunciou que sairia da banda.

Ir num show é ótimo, mas melhor ainda é quando vários amigos curtem a mesma banda e vão no show juntos. Na foto: eu, meu irmão e o Fernando.
3- Vinda da Raquel pro Rio pela 2ª vez (julho);A Raquel é uma amiga de Manaus que namora um dos meus melhores amigos, o Davi. Ambos são muito especiais e é uma pena que não conseguimos sair juntos mais vezes. Ela veio passar um tempo aqui pela primeira vez em 2009 e em 2010 voltou pra ficar mais um tempo.
À esquerda: Rúben (irmão do Davi) e eu. À direita: Raquel e Davi.


4 - Show com a Seven Days (novembro);
Há alguns anos eu tinha uma banda com uns amigos - um deles era o Rúben. A banda acabou não dando certo. O Rúben e um outro amigo meu da antiga banda formaram uma nova, chamada Seven Days. Eles teriam um show no qual o baterista (outro amigo meu) não poderia ir. Então o Rúben me chamou pra tocar com eles. Quase não aceitei, mas eu sabia que aquilo seria bom para mim (e pra eles) e acabei confirmando.
Foi um dia de cão. Eu estou acostumado acordar de tarde. E nesse dia eu acordei 7 e pouco da manhã pra ir pro ensaio, e o dia foi corrido até de noite. Mas foi muito bom.
__________________________________________________________________
Lembram das decisões tomadas ou não que eu falei lá em cima? Pois é. Todos esses melhores momentos do ano eu tomei a decisão certa, e foi ótimo. Na maioria das vezes eu sei a decisão que eu devo tomar, ou o que eu devo fazer. Mas lutar contra a rotina e sair da "zona de conforto" é muito mais difícil do que as pessoas podem pensar.
O que eu peço para Deus pra 2011: força pra sair dessa inércia.
Pras as pessoas: Um pouco mais de paciência comigo. Estou quase lá.
Pra mim: Mais esforço.
Um bom ano novo pra vocês.
ficando meio down. Acho que eu lembro do quanto atrasado estou na vida, dos planos frustrados e das metas não cumpridas - muitas delas já de anos anteriores.
Não culpo ninguém, nem a vida, muito menos Deus. Aliás sou grato a Ele por cada dia de vida. Sei muito bem que a vida que eu vivo não é a que Ele reservou pra mim. Se eu não vivo como deveria, é culpa minha. Por decisões tomadas (ou não tomadas), prioridades erradas ou qualquer outra coisa do tipo.
Mas não quero escrever um "post desabafo". Isso vai ficar pra outra vez.
Quero listar alguns bons momentos de 2010.
1 - Viagem a Paraty (fevereiro);

Não sou muito de viajar, mas desde quando decidimos que íamos passar uns dias em Paraty, comecei a pesquisar lugares e programas turísticos, mapa da cidade, entre outras coisas.
Essa viagem foi algo que eu precisava. Não só eu, mas meu irmão e minha tia também. Estávamos cercados por natureza, respirando ar puro, com praias e ilhas (quase desertas) por todos os lados, ouvindo idiomas de várias partes do mundo - até pratiquei meu inglês "embromation" com duas pessoas - , etc. Foi como se nossa bateria tivesse sendo recarregada.
2- Show do Dream Theater (março);

Simplesmente minha banda favorita. A primeira vez que fui num show deles foi em 2005. Dei mole e acabei não indo em 2007, mas não perdi a oportunidade em 2010. Sorte a minha, foi a última vez que vi o Mike Portnoy tocando com o Dream Theater. Há uns meses ele anunciou que sairia da banda.
Ir num show é ótimo, mas melhor ainda é quando vários amigos curtem a mesma banda e vão no show juntos. Na foto: eu, meu irmão e o Fernando.
3- Vinda da Raquel pro Rio pela 2ª vez (julho);A Raquel é uma amiga de Manaus que namora um dos meus melhores amigos, o Davi. Ambos são muito especiais e é uma pena que não conseguimos sair juntos mais vezes. Ela veio passar um tempo aqui pela primeira vez em 2009 e em 2010 voltou pra ficar mais um tempo.
À esquerda: Rúben (irmão do Davi) e eu. À direita: Raquel e Davi.


4 - Show com a Seven Days (novembro);
Há alguns anos eu tinha uma banda com uns amigos - um deles era o Rúben. A banda acabou não dando certo. O Rúben e um outro amigo meu da antiga banda formaram uma nova, chamada Seven Days. Eles teriam um show no qual o baterista (outro amigo meu) não poderia ir. Então o Rúben me chamou pra tocar com eles. Quase não aceitei, mas eu sabia que aquilo seria bom para mim (e pra eles) e acabei confirmando.
Foi um dia de cão. Eu estou acostumado acordar de tarde. E nesse dia eu acordei 7 e pouco da manhã pra ir pro ensaio, e o dia foi corrido até de noite. Mas foi muito bom.
Lembram das decisões tomadas ou não que eu falei lá em cima? Pois é. Todos esses melhores momentos do ano eu tomei a decisão certa, e foi ótimo. Na maioria das vezes eu sei a decisão que eu devo tomar, ou o que eu devo fazer. Mas lutar contra a rotina e sair da "zona de conforto" é muito mais difícil do que as pessoas podem pensar.
O que eu peço para Deus pra 2011: força pra sair dessa inércia.
Pras as pessoas: Um pouco mais de paciência comigo. Estou quase lá.
Pra mim: Mais esforço.
Um bom ano novo pra vocês.
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
PTfobia e Eleições.
Esses dias eu estava convesando com um amigo sobre esse grande movimento anti Dilma Rousseff. Boatos se juntam com meias verdades e verdades usadas as vezes fora de contexto. Mas qual seria o motivo de tanto alarde?
Seria a falta de experiência da Dilma? O seu passado meio desconhecido e nebuloso? O jeito meio brucutu que as vezes ela apresenta, ou a sua falta de eloquencia?
Talvez um pouco de tudo isso. Mas acho que o motivo também seria bem maior que a Dilma em si.
Desde a retomada da democracia essa pode ser a primeira vez que um partido governa o Brasil por três mandatos consecutivos. E logo um partido (outrora) de esquerda em que sua maior figura, Lula, tem relações muito próximas e condescendentes com figuras como Hugo Chavez e Mahmoud Ahmadinejad. Lula já expressou vontade de se eleger novamente em 2014. Se Dilma for eleita - e a mentalidade do povo continuar a mesma - é muito provável que Lula se candidate novamente daqui a 4 anos e consiga se eleger novamente. Lembrando que ele está deixando a presidência com o maior índice de aprovação jamais alcançado. Se tudo ocorrer desse jeito - que não seria uma coisa absurda - ele ainda poderia concorrer ao 2º mandato. Ou seja, nesse cenário o PT governaria por 20 anos.
Assim como Chavez faz na Venezuela, Lula parece estar disposto a montar um longo governo do PT, mas por vias "legais". Lula é mais inteligente e carismático que Chavez, e sabe disso. Na época em que se discutia a possibilildade de mudar a Constituição para permitir um terceiro mandato, ele negou e recusou qualquer intenção de fazer isso. Talvez sabendo que sua popularidade elegeria até um poste.
O seu carisma faz o povo (pelo menos, grande parte) esquecer os escândalos que se sucederam sob seu comando. Cegueira ou incompetência? Não importa. O presidente "do povo" não tem culpa de nada. E assim, Lula foi acumulando popularidade ao longo desses últimos 8 anos. E, com o nome de Dilma Rousseff sendo cotado para a sucessão, o governo fazia de tudo para passar o máximo dessa popularidade de Lula para ela e preservar a sua imagem. Quando algo dava errado, Dilma misteriosamente "sumia"; o episódio do apagão em 2009 é um exemplo.
Mas, se eleita, ela não vai poder desaparecer quando problemas aparecerem. Ao contrario, ela vai ter que assumir os pepinos, ou fazê-los desaparecer.
Não vou mentir, eu não gosto da Dilma, e cada vez mais fico impressionado com as mentiras e as hipocrisias do Serra e do PSDB. Mas, independente do resultado da eleição, acho que o novo presidente merece o benefício da dúvida, e, mesmo que nenhum deles seja o candidato que eu gostaria, vou torcer para que faça um bom governo.
Acima de ideologia política, partidarismo, gostar ou não do nosso novo representante nos próximos 4 anos, ou qualquer outra coisa, o Brasil precisa de um bom presidente, que respeite o povo. E assim, o respeitaremos.
Seria a falta de experiência da Dilma? O seu passado meio desconhecido e nebuloso? O jeito meio brucutu que as vezes ela apresenta, ou a sua falta de eloquencia?
Talvez um pouco de tudo isso. Mas acho que o motivo também seria bem maior que a Dilma em si.
Desde a retomada da democracia essa pode ser a primeira vez que um partido governa o Brasil por três mandatos consecutivos. E logo um partido (outrora) de esquerda em que sua maior figura, Lula, tem relações muito próximas e condescendentes com figuras como Hugo Chavez e Mahmoud Ahmadinejad. Lula já expressou vontade de se eleger novamente em 2014. Se Dilma for eleita - e a mentalidade do povo continuar a mesma - é muito provável que Lula se candidate novamente daqui a 4 anos e consiga se eleger novamente. Lembrando que ele está deixando a presidência com o maior índice de aprovação jamais alcançado. Se tudo ocorrer desse jeito - que não seria uma coisa absurda - ele ainda poderia concorrer ao 2º mandato. Ou seja, nesse cenário o PT governaria por 20 anos.
Assim como Chavez faz na Venezuela, Lula parece estar disposto a montar um longo governo do PT, mas por vias "legais". Lula é mais inteligente e carismático que Chavez, e sabe disso. Na época em que se discutia a possibilildade de mudar a Constituição para permitir um terceiro mandato, ele negou e recusou qualquer intenção de fazer isso. Talvez sabendo que sua popularidade elegeria até um poste.
O seu carisma faz o povo (pelo menos, grande parte) esquecer os escândalos que se sucederam sob seu comando. Cegueira ou incompetência? Não importa. O presidente "do povo" não tem culpa de nada. E assim, Lula foi acumulando popularidade ao longo desses últimos 8 anos. E, com o nome de Dilma Rousseff sendo cotado para a sucessão, o governo fazia de tudo para passar o máximo dessa popularidade de Lula para ela e preservar a sua imagem. Quando algo dava errado, Dilma misteriosamente "sumia"; o episódio do apagão em 2009 é um exemplo.
Mas, se eleita, ela não vai poder desaparecer quando problemas aparecerem. Ao contrario, ela vai ter que assumir os pepinos, ou fazê-los desaparecer.
Não vou mentir, eu não gosto da Dilma, e cada vez mais fico impressionado com as mentiras e as hipocrisias do Serra e do PSDB. Mas, independente do resultado da eleição, acho que o novo presidente merece o benefício da dúvida, e, mesmo que nenhum deles seja o candidato que eu gostaria, vou torcer para que faça um bom governo.
Acima de ideologia política, partidarismo, gostar ou não do nosso novo representante nos próximos 4 anos, ou qualquer outra coisa, o Brasil precisa de um bom presidente, que respeite o povo. E assim, o respeitaremos.
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sábado, 16 de outubro de 2010
Doença nacional
Os políticos adoram jogar com a ignorância e com a memória curta do povo. O Tiririca foi um caso meio “boi de piranha”. O partido o colocou lá como isca, a população foi em peso nele. Só que em vez de se “sacrificar”, ele conseguiu ser eleito, e levou 3 junto com ele. O povo caiu direitinho e a coligação conseguiu o que queria.
Muita gente pensa que votou nele como “forma de protesto”, mas, na verdade, acabou fazendo exatamente o que o partido queria.
Tenho amigos paulistas que se sentem envergonhados por um candidato como o Tiririca ter sido eleito — ainda mais com tamanha aprovação, mas de uma coisa eu tenho certeza: se ele fosse candidato aqui no Rio ou em qualquer outro estado, teria sido eleito do mesmo jeito. Portanto, não fiquem assim. Isso não se restringe a São Paulo. É uma doença nacional.
O povo brasileiro é muito previsível e ingênuo, os políticos sabem disso, e usam a favor deles. Eles são pegos em escândalos de todos os tipos, frequentam a mídia por um mês, somem por um tempo, e depois voltam como se nada tivesse acontecido. E continuam sendo eleitos.
Só como exemplo, aqui no Rio de Janeiro o Garotinho ganhou com larga vantagem pra Deputado Federal. No Maranhão, Roseana Sarney foi eleita no primeiro turno, e, em Brasília, a inacreditável Weslian Roriz conseguiu ir pro segundo turno. Aliás, a Weslian Roriz é a personificação da falta de noção e da “marionetização” do povo.
Não adianta aparecer uma nova geração de políticos se o povo continua votando nos “medalhões” apenas por conhecerem ou já estarem acostumados com eles. Não haverá revolução na política enquanto nós não aprendermos a votar e largamos o medo do “novo”.
No dia seguinte da eleição, um conhecido estava conferindo no jornal os deputados eleitos e, pensativo, falou: “em quem eu votei ontem mesmo? Nem lembro.”
Eu o questionei por isso e ele apenas deu aquele sorriso sem graça.
O problema está em nós.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Lula e a língua.
Ja é sabido que o nosso presidente não é um poço de sabedoria, mas suas atitudes estão ficando cada vez mais duvidosas e, até, inconsequentes.
Alem de nós termos que aturar as falcatruas na nossa política, ainda temos que aguentar o Lula falando, literalmente, merda. Com a sua popularidade em alta dentro e fora do Brasil e um filme sobre sua vida prestes a ser lançado nacionalmente, o seu ego parece estar cada vez mais inflado. Ainda mais no calor dos discursos, quando volta e meia ele solta umas pérolas, chegando várias vezes a ser grosso.
Antes até era engraçado, "ah, que legal, o presidente fala a língua do povão". Mas isso já perdeu a graça a muito tempo, presidente. A maioria do povo não aguenta mais essa falta de compostura. Falar palavrão em discursos, ser condescendente com pessoas como Mahmoud Ahmadinejad, fechar os olhos para a corrupção política desenfreada e ir contra suas
próprias palavras e seus próprios conceitos não é legal.
Para não sair muito do tema, Lula tem que aprender a pensar antes de falar e a
separar o "Lula cidadão" e o "Lula presidente". E depois ele reclama da imprensa que tanto o critica.
Ser presidente deve ser bom, mas precisa-se de auto controle para não
acabar embriagado com o poder.
Alem de nós termos que aturar as falcatruas na nossa política, ainda temos que aguentar o Lula falando, literalmente, merda. Com a sua popularidade em alta dentro e fora do Brasil e um filme sobre sua vida prestes a ser lançado nacionalmente, o seu ego parece estar cada vez mais inflado. Ainda mais no calor dos discursos, quando volta e meia ele solta umas pérolas, chegando várias vezes a ser grosso.
Antes até era engraçado, "ah, que legal, o presidente fala a língua do povão". Mas isso já perdeu a graça a muito tempo, presidente. A maioria do povo não aguenta mais essa falta de compostura. Falar palavrão em discursos, ser condescendente com pessoas como Mahmoud Ahmadinejad, fechar os olhos para a corrupção política desenfreada e ir contra suas
próprias palavras e seus próprios conceitos não é legal.
Para não sair muito do tema, Lula tem que aprender a pensar antes de falar e a
separar o "Lula cidadão" e o "Lula presidente". E depois ele reclama da imprensa que tanto o critica.
Ser presidente deve ser bom, mas precisa-se de auto controle para não
acabar embriagado com o poder.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Inimígos Públicos - Crítica

Inimigos Públicos conta a história de John Dillinger (Johnny Depp), um criminoso que nos anos 30, em plena Grande Depressão, desafiou com os seus capangas as autoridades americanas com seus assaltos a bancos.
Depois do Crash de 1929, os bancos não eram vistos com bons olhos pela população (alguma semelhança com os dias atuais?), que via na figura de Dillinger um tipo de "justiceiro", por assim dizer. Até por que ele fazia questão de não roubar os civis que estavam nos bancos ou colocar suas vidas em risco. Dillinger roubava bancos com a mesma facilidade que fugia da cadeia e, com a sua fama em alta e a moral da polícia em baixa, ele é considerado o primeiro Inimigo Público do País.
Paralelamente, vemos a criação da Bureau, que mais tarde deu lugar ao FBI. Aí que entra Melvin Purvis (Christian Bale) que, depois de matar Pretty Boy Floyd, um dos bandidos mais procurados na época, é chamado para a difícil tarefa de capturar John Dillinger.
Enquanto Melvin e sua equipe quebram a cabeça tentando capturar Dillinger e seus comparsas, acompanhamos a atribulada relação com de Dillinger com Billie Frechette (Marion Cottilard), sua namorada, que, antes era apenas uma guardadora de casacos, e agora é a protegida do bandido mais procurado da América. Ossos do ofícios...
Public Enemies (no original) é muito bem filmado, a história é bem contada, tem ótimos atores e é, no geral, bastante fiel aos fatos.
Johnny Depp mais uma vez dá show e se sobressai entre um elenco de responsa. Christian Bale, conhecido por sempre "entrar de cabeça" nos seus papéis, constrói bem seu personagem, inclusive adotando o forte sotaque sulista até fora das gravações, o que deixou sua filha assustada (é verdade!).
Apesar de ser um bom filme, Inímigos Públicos deixa uma impressão um pouco vazia no final da sessão, como se faltasse alguma coisa. Não sei que "coisa" seria essa, mas certamente é o que faria um filme bom ser um filmaço.
Nota: 3,5 de 5.
Public Enemies
EUA, 2009 - 140 min
Policial
Direção: Michael Mann
Roteiro: Ann Biderman, Michael Mann, Ronan Bennett
Elenco: Johnny Depp, Christian Bale, Marion Cotillard, Jason Clarke, Stephen Dorff, Billy Crudup, Branka Katic, Stephen Graham
Elenco: Johnny Depp, Christian Bale, Marion Cotillard, Jason Clarke, Stephen Dorff, Billy Crudup, Branka Katic, Stephen Graham
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